quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

E deixe estar, o teu abraço no meu, sorrir e ficar...

Momentos Românticos de 2011 ainda não postados. Novo Ano em poucos dias. Feliz Ano Novo a todos!

"E deixe estar, o teu abraço no meu, sorrir e ficar"

Aqui o nosso amor

- Jacqueline Collodo Gomes

Teus ternos olhos me desenham
os nossos ternos planos em desenho
os nossos ternos sonhos
unidos por algo mais forte que nós

Teus ternos olhos sorrindo
fazem mais que carinhos
fazem desatar em mim os nós
dos caminhos perdidos

À vista das folhas e de pouca
quase inexistente presença
me olhas, estamos, aqui o nosso amor
não abrimos mão disso, é o nosso favor

Por que eu te amo desde que no céu habitam estrelas
na poesia música audível pelo coração
No compassar os teus traços delineados
Por que alguém um dia compôs para nós uma canção

Por que você escolheu o teu lugar para ficar
Por que você habitou em mim, bem-estar
Os teus lábios me são os únicos conhecidos!
Aqui o nosso amor, nossos sentidos!

17/12/2011, 04:03.


"Do meu baú de emoções, as poesias fundidas, o enlace ao meu querido"

Tempo Ovacionado

- Jacqueline Collodo Gomes

Sob a testemunha de uma nova vida
somos personagens do que sempre aguardamos
Eu, contigo, abraçados
Luzes amenas, sons embargados e planos

Conhecer a tua linha é o carimbo
do documento que o nosso amor valida
Pudera soarem os sinos
Conhecem bem nossa difícil lida

Falamos de tudo um pouco
de tudo que representamos um para o outro
Rimos, somos o que somos
E não queremos que este momento termine jamais

Sabe bem, esta que te pousa ao peito
e escuta as batidas chamando-lhe o nome
Sente o teu profundo, rarefeito
e de ouvir sua voz e gravá-lo, tem paz.

04:14 - 17/12/2011.

Images from sxc.hu.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Sobre o lúdico usar da poesia, e o pesar do coração...

image from: sxc.hu


Deluded people
Lúdico usar da poesia
para coisa suja e quebrada

Não compactue-se
com desalinhos
chamada arte, mascarada

Porque, meu filho,
é um jogo sujo, vício, e tarda ao nada
deluded people...


24/12/2011, 02:26.


[...]
Meu coração incomodado de tanta artificialidade chamada de profundo
procura uma beira à escalar, mover o tudo
deixar o nada que construíram e derrubaram
que o vento levou para o lado que ninguém vai.

Máscaras, máscaras!
O teu reflexo nunca vai cobrir-se com elas.

24/12/2011, 02:29.
.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pelo Fim de Ano, meus desejos de Paz e Alegria

Há apenas algumas semanas do ano novo, já no aproximar do Natal, posto aqui meus desejos de Paz, Alegria e de um Fim de Ano e início de novo ano maravilhoso, a todos! Obrigada por acompanharem este meu cantinho poético. Abraços!



 Vai acontecer o Natal!

Jacqueline Collodo Gomes

- Você sabia que o Natal já é semana que vem? - perguntou ao sobrinho de sete anos enquanto lhe preparava um sanduíche.
- Falta dez! - ele logo respondeu.
- Dez? - Indagou a tia, curiosa.
- Dez dias. Meu pai falou. - emendou o menino. - Conte para ver quantos dias faltam.
Após pensar alguns segundos, ela respondeu: - Acho que são nove dias.
- Não, são dez! Meu pai falou que são dez!
- Ah, é mesmo... Esse ano é de Sábado para Domingo... São dez dias então, falou a tia, colocando o ponto na questão.
- Não vejo a hora de chegar semana que vem para ser o Natal! sonhou o menino, abocanhando o seu lanche.
Se o menino soubesse que o Natal não precisa de data e nem de hora marcada para acontecer! Tudo o que ele precisa é de um coração de menino sonhador assim, que o queira receber!
O Natal nasce dentro de nós, num tempo individual, e dependendo da "casa" que o hospeda, nem se vai e nem se finda, segue o ano todo por ali, gerando naquele ser a fraternidade, a alegria e as cores, características desta época tão especial, todos os dias também após o Natal!
E por aí, já está acontecendo o seu Natal?

16/12/2011.

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Poesia para o Desafio da Casa da Poesia número 05 (a imagem foi substituída)



Recebam o Senhor Natal

Jacqueline Collodo Gomes

Preparem-se para receber o senhor magistral
da alegria, da fantasia, da festa única, sem igual!
Vem de repente, comove a gente, nos surpreende
Guardem-lhe seus caprichos, decorações, e muitos mimos

O que vocês tem de mais bonito?
Tirem do armário toda peça de decoração
bolas coloridas, ornamentos, e tirem também do coração
o sentimento para entalhar o carinho sentido

Neste momento resgatem em si o menino
que amava esta época mágica de fim de ano!
Não percam tempo, ele está chegando
de seu globo de vidro, com neve e cantoria ele vem vindo

Abram o sorriso e abram as portas para ele entrar
onde ele chegar a tristeza não vai ficar.
Ele nos ensinará o seu canto, digamos: - Sê bem-vindo!
O recebemos com palmas e sonhos lindos!

Marcaste nossa infância com sua presença especial
Fica sempre conosco a cada festa, Senhor Natal!

16/12/2011, 15:24. 

Images from sxc.hu

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Estas coisas que de repente eu alcanço em mim...

Três considerações para o poema a seguir:

"Ouço um clamor insistente do meu abraço pelo teu"


"Mágicos, mágicos! Não é tão simples resolver os dilemas atuais"


"Meus poemas viajam de mim para portar à você"



Image from: sxc.hu

Espaço-tempo

- Jacqueline Collodo Gomes

Estas coisas que de repente eu alcanço em mim
no passado e no futuro da minha história escrita
fazem desconhecer a admiração dos campos em flor
das árvores pelo caminho frequentemente percorrido...
Fico apenas no silêncio e quietude das noites à dentro.

Na tentativa da usualidade, todos nós
percorremos este esconderijo Universo ocultado
de forma particular, identificação aos sonhadores
que às vezes fazem mesmo desconhecer esta admiração
dos campos em flor e das árvores pelo caminho percorrido

Mas sempre há as frestras em quais nos deparamos
e sabemos que ali estamos, que somos o que elas representam
e nos colocam num lugar que nos pertence
aos poucos aquietando a alma sedenta de encontro
consigo e com sua razão. Mais além...

Do espaço que possa significar para um outro também.

02:59, 15/12/2011.


sábado, 26 de novembro de 2011

Qual é o papel de cada passo registrado a cada segundo...


Image from sxc.hu - Allison Choppick


E Perpassar

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu ainda não me despertei para o que quero de mim
Às vezes indago deste tal lugar onde almejo chegar
Quando as dunas parecem mover-se passando sem percepção
Poeira na brisa, sem convite à participação

Qual é o papel de cada passo registrado a cada segundo
no mesmo chão extenso em que todos pisamos
que nos une nas diferentes distâncias e proporções
- e nos dá a mesma importância? Talvez, para quem a saiba usar

Eu ainda não sei. Quem dera, conclusão de tese fosse
faísca que se joga para o que lhe quer levar
e as decisões não dependessem tanto, assim
apenas as rotas nos encontrassem, a sorrir

Eu ainda não sei. Pudera ter tudo pelo qual
em desempenho se trava a luta, se entalha
no simples sentir os teus olhos sobre mim
chamando-me ao abraço sem que se precise anunciar

Quem dera toda a solução permeando as nossas retinas.


26/11/11, 03:35.

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Boa noite de Sábado para todos!
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

...como se brinca com bola, papagaio, pião

Nunca me esqueci da primeira poesia que li. Estava no terceiro ano do primário, a professora tomou o livro de Português e pediu que o abríssemos na página onde ela já começava a ler a seguinte poesia de José Paulo Paes:

Poesia é... brincar com as palavras

como se brinca com bola,

papagaio, pião.

Só que bola, papagaio, pião

de tanto brincar se gastam.

As palavras não:

Quanto mais se brinca com elas,

mais novas ficam.

Como a água do rio

que é água sempre nova.

Como cada dia que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?



E a cada palavrinha que a professora entonava e lia, eu só me lembro de ir pensando com mais estranhamento ainda: "Que coisa  doida!". Rssssssssssssssss. Era um ser de outro Universo diante dos meus olhos, sem nexo algum. "O que tem a ver bola, papagaio, pião, nesse negócio de... de... Poesia...?" 

Eu não compreendia ainda tudo o que pode caber numa poesia.



Image from: sxc.hu


*Nota dos meus anos de criança
.

Tuas mãos...

Não diga muito, que um vento passe e lhe tire tudo. Apenas sinta. Apenas esteja.


Image from: sxc.hu


Tuas mãos

- Jacqueline Collodo Gomes

Tuas mãos são o contorno da minha vida
Colocam a paz no seu lugar
Espantam os despropósitos
Me fazem ser...

Querido da minha alma e das minhas poesias!
.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

...soprem sobre o ardor dos sinais insistentes...

Pelas primeiras mil visitas do blog o meu muito obrigada!



image: sxc.hu

Noite estreante

- Jacqueline Collodo Gomes

Ventos do céu anil
e seus riscos magníficos
soprem sobre o ardor dos sinais insistentes
do rugir da solidez abalada
da falta de atenção ao seu som

Façam do aturdir semelhante
ao efeito do traspassar os galhos
A pacificidade entre as folhas seja o rumo

Fixem a completude de folhas de braços abertos

19/11/2011, 19:50.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sou cada pedacinho do verso que nasce

Piadinha Filosófica do dia: "Há duas palavras que abrem muitas portas: Puxe e Empurre."

Rssssssss.

Image from sxc.hu


Sou

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu sou tudo o que escrevo
e também um mundo de coisas que ainda não conheço

Sou cada pedacinho do verso que nasce
à mão tingida das cores do trabalho
Sou cada pedacinho que ecoa no meu coração

Sou uma onda agitada buscando o seio dos mares
Sou também a calmaria de portar ao cais

Posso não conhecer esta identidade que me habita
Posso, simplesmente, não caber em mim mesma
E ser tão pequenina que me valha uma mão amiga

Sou também o que me causa incômodos e não me deixa dormir
Sou o que me libera e o que me prende, sou também quem me dá asas quando isto se adequa
E tudo o que ainda vou descobrir

Sou o não compreender as reações orgânicas de mim mesma
E o quanto acho que estou longe de mim, mais estou perto
Mais sou a essência, a natureza que me gera vida.

17/11/2011, 00:57.

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Boa quinta-feira!
.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E meus olhos se voltam ao interior de um tonel...

Piadinha filosófica antes da poesia...

"Se te disserem que os sonhos acabaram não desista, vá em outra padaria."

Rssssssss.













Qual a minha dificuldade com o mundo?


- Jacqueline Collodo Gomes

Onde está esta pressão sobre o pescoço?
Onde está?
Qual a minha dificuldade com o mundo?

Por que olho e não entendo?
E meus olhos se voltam ao interior de um tonel
raiz do conflito a abalar minha estrutura?

É só chegar ao quarto
ao ponto da parada
e não vejo mais nada que possa me curar

Eu não vejo aqueles sonhos deixados à porta...
Eu odeio o concreto que me cerca!
Eu quero poder escolher um ambiente diferente!

Ouço uns barulhinhos acontecendo...
é a noite tocando a telha com seus dedos nevados
com suas lágrimas participativas e cativadas
E eu no incômodo persistente do dorso
que me lembra do lavar as mãos

Tudo o que tenho feito e tento fazer
apresenta um prazo curto, finda a validade
Eu me pergunto quê fazer quando outro se esgota?

Se o seu braço não completar o meu
a distância que sozinha eu não posso alcançar
não terei a anulação do de repente tornar a persistente crise
e o lidar com os azulejos
com os olhos desolados que me fitam no espelho
pelas cenas que se fazem repetir

Que há neste emaranhado de que consisto?
Qual é o meu conflito com o mundo?
Leve-o para bem longe de mim,
como se nunca o tivesse conhecido!

03:50, 14/11/11.

domingo, 13 de novembro de 2011

Eu te amo na inspiração que você me dá

(Para o meu querido. Nosso amor é bonito assim, discreto, só nosso)


Na inspiração que você me dá

Jacqueline Collodo Gomes

Eu te amo desde o momento em que o idealizei
cada parte de você foi um sonho meu
E desde quando você me definiu por sua
eu também senti e te amei

Eu te amo na inspiração que você me dá
para enfrentar a sua ausência, a espera
No abraço revivido que consola as madrugadas
no anseio do nosso finalmente amanhecer

Eu te amo sem estrofes e em todas elas
sem regras, sem idiomas, sem tradução
Somente na poesia com o seu significado
eu encontro do nosso amor a confecção

13/11/2011, 02:13.

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E eu te amo!

Jacqueline Collodo Gomes

Há momentos em que não posso ignorar a distância dos seus braços
E sinto tanta falta da camisa tocando o meu rosto!
Quando o mundo pára, e eu envolta por você...
Eu te amo, nós nos amamos

Desde o término de minhas tarefas
Ao início delas em um novo dia, tudo
tudo me lembra como é tê-lo em minha vida
e eu te amo! E eu te amo!

Jogue fora esta fórmula, espaço - tempo
que põe desencontros em nossos caminhos!
Eu preciso de você!
Não posso ser sem tê-lo aqui!

E sei que você também não pode ser sem mim
E precisa encontrar meu olhar procurando os teus beijos
Quando o abraço se farta e quer prosseguir
Amando o fato desse amor existir.

12/11/2011, 05:15.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vi constrangimento à porta que nunca lhe fora aberta

Vento Leste

- Jacqueline Collodo Gomes

Vi poeira na estrada
por visão torpe gerada
de anseios que não foram realizados
vitimando-lhe aos excessos fora a face, posta ao lado

Vi constrangimento à porta que nunca lhe fora aberta
Fantasia do vão seco a que se punha por vida
e uma porção de situações desertas
nas quais era solitária sua ida

Ela nunca foi a miragem para se descansar
Sol do fim da tarde, o ideal à portar

Ela nunca lhe fez um conto ou qualquer promessa
A verdade nunca foi esta imaginada festa

Ela sempre foi e sempre há de ser
aquela que busca por si e sem guerra permanecer.

02:53, 10/11/2011.

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Escrevo porque não vivo sem o poder da poesia.

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Deixe o poder do seu comentário aí!
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Menção ao amigo...

O site do querido e amigo Carlos R. Lemberg esteve aniversariando na data de ontem. Parabéns! Muitas Felicidades!
Deixo esta menção como homenagem, agradecimento pela amizade e divulgação, com minhas felicitações! Um grande abraço, amigo poeta!

Clique e visite o site:

domingo, 6 de novembro de 2011

Peça-me tudo o que tenho lhe escrito durante esses anos

Boa noite! Obrigada a todos que tem se inscrito para acompanhar o blog e também deixado comentários. Fico muito contente a com participação de vocês. Estejam à vontade para navegarem por aqui quando quiserem e também registrarem a passagem. Um abraço!


Peça-me! 

Jacqueline Collodo Gomes

Peça-me mais que o meu amor,
Peça-me e te darei as estrelas que eu alcançar em mim
A vida que a fome por ela desenhou e traçou e fez
E um tapete de mares porei aos teus pés

Peça-me! Peça mais que o meu amor
Querido! E eu te darei desta alegria confusa e tão boa
Que me traz lágrimas e tanto contentamento
Vontade de correr, de flutuar e lhe encontrar no beijo doce de sua doce presença

Peça mais que as donzelas pondo em prova aos seus galanteadores
Peça mais que as linhas rendidas a novas estrofes
Peça! Mais que a voz, que o coração dos trovadores
Querido! Peça-me! Peça por mim!

Que eu tanto lhe quero, e de querer tanto lhe guardo
E de guardar tanto lhe aguardo
E de aguardá-lo sonho com a vida e a alegria
Que o seu mundo fará ao se chocar ao meu!

Peça-me tudo o que tenho lhe escrito durante esses anos
Por todas as frestas em que te observo
Tão único e especial, tens minha medida ideal
Peça para uni-la a minha! Querido, peça-me!

21/08/2011, 05:10.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

... que ainda saiba o que são flores aos olhos de uma mulher...

Meu bem ideal

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu ainda tenho os mesmo sonhos de Cinderela...
Eu ainda sonho com os detalhes do meu bem ideal

Os traços que lhe dei para os cabelos
Os traços que lhe dei para o coração

Eu não desisti de sonhar com ele e por ele
Mesmo que pareça mera construção de poesia

Eu não quero um personagem, um tal perfeito
Eu quero um ser humano, que me ame de verdade

Aquele que faça as coisinhas do jeitinho que me atraem
do seu jeitinho e com um jeitinho de me ganhar sem perceber

Aquele que me faça um mundo de cores aos pés
e um mundo de valsas para os nossos corações permanecerem

Que ainda saiba o que é pegar na mão e alcançar a alma
Que ainda saiba o que são flores aos olhos de uma mulher

Eu ainda sonho e não posso desistir de desenhá-lo
porque a minha verdade existe única e completamente em quem ele é.

01/11/2011, 01:27.

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Boa madrugada para pensar em amor.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Correr à beira mar de manhãzinha...

Sentir a grama aos pés

- Jacqueline Collodo Gomes

Não me importa ter as respostas
De fato, eu não quero ter as respostas
Eu só quero viver
O viver entre o buscar as respostas e o vácuo

Meu bem, o nosso mundo pode ser assim?
De Cinderela sem meia-noite
Luzes brilhantes sem fim de festa?

Você pode fazer um mundo assim pra mim?
Porque, eu tenho quase certeza
de todas as distâncias que percorri
é num canto assim que vou me encontrar

Que vou estar em mim
E vou encontrar paz

Sentir a grama aos pés
Correr à beira mar de manhãzinha...
Meu bem, você pode trazer um sol só para nós dois?

28/10/2011, 03:18.

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Com sono. Mas a alma necessita de expressão. Teclas, monitor, e tudo está (quase completamente) resolvido.

Eu tenho um mundo de dilemas dentro de mim

Então, estar

Jacqueline Collodo Gomes

Eu tenho um mundo de dilemas dentro de mim, meu bem
Eu tenho todos, todos eles juntos, amotinados

Não quero mais ser aquilo no qual tentava me fazer
Não quero mais ser o que onde eu simplesmente não era

Eles não me viam antes, meu bem
Eles não me viam, o estômago doía

O estômago ainda doi
Mas hoje eu estou indo encontrar o meu reflexo

Às vezes eu ainda não sei quem sou
Perco-me nos irregulares montes, baixos, medianos

Em apenas estar. Eu quero apenas estar.
Para que o fiz? O tanto que fiz?

Eu ainda não me vejo bem...
Podemos apenas estar e assim seguir?

28/10/2011. 03:10hs.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Quero escrever alguma coisa do que aprendi hoje

Quero

Jacqueline Collodo Gomes

Quero escrever alguma coisa do que aprendi hoje
Quero tirar os pesos, anular as marcas ruins

Quero abrir uma cortina para um dia claro e iluminado
Quero ser um algo novo em um novo ser

Não ligar para as mesmas coisas
Ter a ousadia dos traços diferentes

Jogar páginas antigas ao tufão que se desfaz
como se nunca houvera existido...

Quero romper as travas para o meu amanhã.

21/10/2011, 22:48hs.

---

Este blog é um pouco meu, um pouco seu... Comente aí, você pode, você tem o direito, rsssssss.

sábado, 15 de outubro de 2011

Revela-me a face que os meus olhos tanto buscam...

Teu expressivo sorriso

Jacqueline Collodo Gomes

Revela-me a face que os meus olhos tanto buscam
Encontra-me no olhar que lhe ofereço
Moço dos meus desejos ocultos
Que guarda-me, quem sabe, carinhos
e todos os teus trejeitos

Por que o busco sem sucesso?
Não sabes que o careço?
Tens o afeto e o refúgio
que me parecem embrulhados
nos teus gracejos?

Que tortura ocultar-me tua alma
Que tortura para este meu coração
que agora lhe escreve poemas
para falar da curiosidade
da possível estabilidade
da marcante sensação.

Ao pé do ouvido lhe seja dito
que te busco, tudo, tudo seja falado
assim, quem sabe, venhas comigo
diante de um poente dourado
fixar este abrigo, ao meu lado.

15/10/2011, 01:58.

***
Bom Sábado para você!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

... qualquer coisa, assim...

Imagem, reflexos

Jacqueline Collodo Gomes

Eu não sou qualquer coisa, assim
que não valha a imponência de um edifício

Não levarei este rótulo
pregado em quem o quer pôr

O coração, despido, é sensível
é simples, chora dor
Situação não paga sua identidade

Sou verdade
Sou ponto
Não me dobro a picuinhas

Mais sólido que edificação de pedrarias
Mais preciso que o acudir nas tardes de verão

06/10/2011, 11:55hs.

***
Um bom dia pra você!

sábado, 1 de outubro de 2011

Noite quente, ar parado...

Mira

Jacqueline Collodo Gomes


(Para meu querido, por quem sempre escrevo, para o qual meus pensamentos em todo momento se declaram)

Tantas coisas paradas num eu qualquer
Tantas coisas pairadas sobre o que há de ser
E sobre elas eu não sei mesmo bem o que dizer

Quero o afago de teus braços
e a luz da tua face, que me conduz
quero perder-me no teu beijo
e encontrar tudo o que lhe faz jus

Você tem o que faz minha noite não ser tão quente assim
Põe a temperatura agradável como a sua presença
É por isso que te pus por meu, em evidência

Você me faz um mundo onde um frescor nos mistifica
e o amor na medida certa nos desvenda
você põe as histórias bonitas à mesa, palpáveis
tira as admiráveis dos contos, das lendas

Por isto que mesmo em face de outra noite assim
quente, ar qualquer que não sabe bem pra onde ir
sei que de um ponto para o qual o céu tem mira
um sorriso brota e segue, feito para mim.

01/10/2011, 22:25.

***
Na onda das reticências:

Comente. Comente. Comente.

Risos...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Seis e quinze da manhã

Finalmente entalhado o que em mim permanecia preso e sem identidade. Tenho um espaço de poesia para lhe desejar um Bom dia!

Novo design e uma poesia para brincar

Novo design do blog. Você está intimado a comentá-lo. Risos... Brincadeira... (Mas é verdade). Risos...


Se ao banco e às cores

Jacqueline Collodo Gomes

Se ao banco tivéssemos dado o nosso encontro
Eu agora te beijaria com mil beijinhos
Pra saberes que és meuzinho
Pra saberes que és meu benzinho!

E se à tarde, toda singela
Nosso amor fizesse cor aos vidros da janela
Eu te daria beijinhos à ponta do nariz!

E eu tocaria o que hoje não posso tocar
E eu poderia te alcançar!

E eu pegaria o teu rosto
E só o deixava ao meu gosto!

Eu deitaria ao teu ombro
E assistiria a vida que há pra nós...
Mas já que nos falta, tal algoz
Eu o beijo por aqui, e o dobro.
- São dois mil beijinhos!

03/07/10, 05:00 A.M

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Batidas leves e seguidas no telhado

Fria Quinta-feira
Jacqueline Collodo Gomes

Batidas leves e seguidas no telhado
Gotas de chuva substituem as de orvalho no início da manhã
E fazem frio, fazem senti-lo gerado

Olho um céu encoberto que divide realidades distintas
Que impera sobre realidades distintas com silêncio
Paz e o poder ser simplesmente este céu cinza

As agulhas da poesia se aquecem
Tremem, gemem, querem fazer um bom trabalho
Chamam-me a versos alegres

Já sabem de minhas dores
Mas são tão boas senhoras
Querem me fazer tecer flores

Deixar o que me entristece
De dar as mesmas voltas, dizem-me, “esquece!”
“Dê espaço pra vida substituir o ruim”

E os barulhos do começo do dia se tornam mais evidentes
Do começo do dia de quem? Para o meu, nem quero mesmo suspiros
Só a paz e o silêncio de pôr os pensamentos além

E ser tão simplesmente o que eu escrever para mim.

09/06/11, 08:35

sábado, 4 de junho de 2011

Uma poesia das antigas

...e também porque é Junho. Mais em meu site: Contos e Versos


Manhã de Junho

Jacqueline Collodo Gomes

Há sol em algum lugar
deste céu nublado
carregado
pra manar arrepios na pele.


Não se avistam mais pessoas,
submersas em couro,
camurça ou jeans.
O topo de seu caráter impera.


Pouco grasnado. Pouco barulho.

Os pássaros também procuram,
se o sol está perto
neste céu deserto.


É tudo cinza, e só um pouco azul.

E ele fita uma faísca da despedida
do que foi a noite, pelo vitrô do carro.

As mãos no volante, o pescoço esgueirado.
É a mim que procura.


Não vai abrir o céu?
Não vai fazer calor?
O sol por seu trabalho
tem amor.


E por avistar esses dois
que tanto se desejam
e tanto
se procuram...


Há sol sorrindo por aí
só de ver o quanto a gente combina.



21/06/08 - 06:48 A.M.

Outra vez, e tudo!

Eu me irrito!

Jacqueline Collodo Gomes

Outra vez, e tudo!
Mal passam os minutos
dos teus lábios eu escuto
É: - Não! É: - Não!

Nem consideras a proposta
Parece-lhe outra conversa posta
Em que não confias e nem apostas
É sempre: - Não!

Absurdo!
Eu me irrito com este teu jeito mudo!
Fechado em ti mesmo
Com o raciocínio a esmo
É não pra tudo!

Não tenta nada!
Não pensa um minuto!
Não te vale o que digo?
Isso me irrita profundo!

Tão rígido com o novo
Por que não o consideras?
Pode trazer o que esperas.
Mas, não! Mas, não!

Sempre teu pensamento está certo
Tua visão está direcionada
Mas isto digo, não é incerto
Que está apontada para o nada

Eu me irrito e não só
Mas me magoo também
Porque a sugestão dos fechados te vale
Mas as minhas são como de ninguém.

29/05/01

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Para quê você quer uma poesia?

Poesia útil
Jacqueline Collodo Gomes

Você quer uma poesia útil?
Você quer uma poesia clichê?
Para quê você quer uma poesia?

Para falar bonito?
Para rimar, e a rima encantar?
Ou quer o que ela realmente tem a dizer?

Você quer uma poesia de ostentação?
Você quer uma poesia de parecer?
Então você não entende o que a poesia precisa ser.

Porque você não quer uma poesia.
Você não busca uma poesia.
Apenas uma ilusória manipulação.

13/05/11, 22:46.

Quando escrevo...

Escrever
Jacqueline Collodo Gomes

Quando escrevo converso comigo mesma
Não fico pensando muito
Não importam as colocações intelectuais
Não importa o que possa importar para o seguimento das conversas paralelas
Sou admiradora de um bom papo, leve e simples
Como pluma nos braços da brisa
Como dentes-de-leão encontrando a liberdade nas asas do vento

Neste diálogo importa apenas que eu me sinta resolvida sem cobranças
Importa que eu seja sem o ser
Importa apenas que eu esteja bem
Sem que nada mais importe além de que eu me sinta leve, assim
Que tudo esteja resolvido com um riso

Sigo a ordem que o coração pede
Se a mente interfere, eles entram em acordo
Pois para qualquer assunto tentam manter um diálogo de paz
E finalizo uma estrofe, assino a última palavra do verso
Para iniciar outra conversa num outro espaço do papel.             

13/05/11, 23:13

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eu já fui lá, e já voltei...

Questionando os motivos
Jacqueline Collodo Gomes

Do sujeito que perguntou se já fui lá:
Eu já fui lá, e já voltei
E não é como contam as fábulas
Veja as marcas dos pés que se arrastaram para voltar

Eu já fui às nuvens, e dei às tempestades
Já fui ao dourado do dia, e dei à escuridão da tristeza
Você não há de o querer conhecer
Fique, e sonhe com outro lugar

Eu entendi, e estou pondo os pés onde a vida me possa firmar
Onde as dunas não são traiçoeiras
Onde há flores para perfumar o ar ao meu redor
Porque as flores, ah, sim, as flores são essenciais

A caminhada não é fácil, meu amigo
E aquele caminho me levou para um árduo deserto
Era tudo pó
E eu, resquício de vida

Eu já fui lá, e já voltei
Despedacei as molduras dos sustos
Travo a batalha do virar a página
Teço minhas poesias do profundo

Agora eu só quero o que me possa encantar.

13/05/11, 22:55

Quem sou, como sou

Pauta
Jacqueline Collodo Gomes

Eu quero escrever algo extraordinário
Que não me faça tão extraordinária assim

Eu quero fazer o que me compete à intensidade
De como sou
Apenas, e tão simplesmente
Alguém constituído de complexo e simples
Da velha, habitual, e admirável
Da essencial excentricidade, e cumplicidade
Do ser junto, e o ser num espaço separado
Assim
Na forma extraordinariamente humana de existir

Eu quero fazer um lugar onde se cultive esta semente
E ninguém tenha vergonha de não ter uma fórmula que não existe
Um DNA não gerado
Algo fora de se ser humano

Eu quero tantas coisas! Quero-as, como as estrelas do céu!
E, por estas linhas, marco minhas pegadas
Estou tentando alcança-las
Mesmo aos olhos de quem não as vê.

13/05/11, 22:33