sábado, 4 de junho de 2011

Uma poesia das antigas

...e também porque é Junho. Mais em meu site: Contos e Versos


Manhã de Junho

Jacqueline Collodo Gomes

Há sol em algum lugar
deste céu nublado
carregado
pra manar arrepios na pele.


Não se avistam mais pessoas,
submersas em couro,
camurça ou jeans.
O topo de seu caráter impera.


Pouco grasnado. Pouco barulho.

Os pássaros também procuram,
se o sol está perto
neste céu deserto.


É tudo cinza, e só um pouco azul.

E ele fita uma faísca da despedida
do que foi a noite, pelo vitrô do carro.

As mãos no volante, o pescoço esgueirado.
É a mim que procura.


Não vai abrir o céu?
Não vai fazer calor?
O sol por seu trabalho
tem amor.


E por avistar esses dois
que tanto se desejam
e tanto
se procuram...


Há sol sorrindo por aí
só de ver o quanto a gente combina.



21/06/08 - 06:48 A.M.

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