segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Para quê os copos-de-leite apontam?

"Momentos que você me trouxe... Sorrisos no meio das horas."

"Momentos que você me trouxe... Garotinha balançando os pés à balança e aos sonhos."


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Sobre flores

- Jacqueline Collodo Gomes

Para quê os copos-de-leite apontam?
Para o motivo que os faz sempre manter a cabeça erguida
Alma lavada, tranquila e íntegra
de copo-de-leite que não tem o que esconder

Seus braços unidos atam o suficiente para que possam viver
mas não tanto que não possam eliminar o pó que lhes tenta invadir

Se fossem o doce a que representam
eu passaria muito mais tempo cultivando-os em meu jardim.

03:10, 28/01/2012.

sábado, 28 de janeiro de 2012

...que já sorveu da chuva tudo quanto pôde...

Image from sxc.hu


Poemenigma

- Jacqueline Collodo Gomes

Meu desafio é pegar a louça
sem que isto me impeça de vir tomá-la novamente
Estalinho típico de telhado que já sorveu da chuva tudo quanto pôde
Remediando feridas populares, na madrugada
Deixando tudo limpinho para quando o sol chegar

Meu desafio é eliminar dos processos os monstros
Palpar cenas bem elaboradas em minha caixa de sonhos
Vara de condão acendendo luzes
Fazendo de pontinhos minúsculos vagalumes...

... Que cada um pode ser a estrela-cadente de sua própria história.

28/01/2012, 02:54.

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Ainda no campo de flores...

Um dia estarei no ato do capítulo presente da história que nos escreveste
Na estrofe traçada do agora que distancia o prefácio e o vagar dos personagens

Um dia serei a narração da tua primacia tão bem pensada
Onde, por meus cabelos, a tua pena deslizará,
como tua mão a me alcançar

Quando um ponto por dois fecha as páginas outrora infindas,
e declara nosso conto formado.

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Boa noite de poesia!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Porque o céu sempre pode prever

"E é assim que o dia melhora."



Image from: sxc.hu

Lentes fúlgidas

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu gosto de olhar o céu para escrever
Sempre com suas pistas...
Mesmo quando indefinido,
assim, em tons de cinza

Ouvir o que ele diz
O que pode conduzir
São sons de novidade
Pontas seguras de claridade

Porque o céu sempre pode prever
Céu passado, instante e ao longe
Reflexos de nossos sonhos e esforços
Anseios lançados ao horizonte

Testemunha da bondade do poeta
Desejos e lágrimas, às vezes não concretas
Do sono que não vem para quem o espera
De quem o admira precisando de brisa

Melhor cúmplice de nossa vitória
Céu cor de primavera, completa a história
Equilibra esta vasta existência
Sem truques, lição de permanência.

26/01/2012. 20:34.

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Mais de 2000 visitas em meu humilde bloguinho, rsss, muito obrigada!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Escrever não tem sido como era antes...





Image from: sxc.hu


E nado, e nado

- Jacqueline Collodo Gomes

Não consigo tirar de mim o que me tem afogado
E nado, e nado nas mesmas lágrimas

E sofro, e sofro com o constante bater importuno
ruído desesperador em frequência alta ecoando no aquário

Escrever não tem sido como era antes...
Quando não haviam interferências infelizes

Quando era só eu falando para o me fazer sentir bem
Eu tinha todo o canion, não só este canto de elevador

Viajante oprimida a qual não perguntam pelo andar
Que lhes importa onde eu vá saltar? Estão ali para si mesmos

Eu queria nunca ter seguido por este caminho
Que fez minha poesia ficar assim.

25/01/2012. 03:19

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Pergunto

Por que a vida não pede escolhas mais simples?
Por que não nos faz perguntas mais fáceis?

Por que tantas opções de sentimentos, variação?
Por que temos de experimentar sabor de alegria e de depressão?

Por que ando calando quando devo soltar?
Por que quase não tenho conseguido me encontrar?

Por que as coisas tem que ser assim?
Por que fica tão distante este sorriso que guardaste para mim?

25/01/2012, 03:30.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Apoio as mãos para o impulso

Image from: sxc.hu 

Ainda é noite

- Jacqueline Collodo Gomes

Ainda é noite,
e levanto-me ouvindo as vozes e vendo os quadros
de expectativas, espalhados
no espaço entre o calar do mundo e as luzes do corredor.

Apoio as mãos para o impulso
que me faz saltar aos anseios das possibilidades
neste fuso-horário sem estabilidade
torrente de ideias que durante o dia não se preocupa em passar.

Mantém viva em mim a chama do que sinto por você...
Faz-me viver momentos beira-lago... Os nossos...
Em que qualquer partícula se esvaece perto de você
Ponto de paz do estar aqui, sem por quês...

Ainda é noite,
E surge a espera pelo teu despertar ao rever
Neste fuso-horário próprio de enamorados
que se precisam (e se completam), a todo instante, único ser.

23/01/2012, 04:41.

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Você não tem que pagar ingresso para ver o nascer do sol. Bom dia!

domingo, 15 de janeiro de 2012

O irmão dormiu, estrelando meus sobrinhos

- O irmão dormiu, - meu sobrinho menor falou observando o maiorzinho aconchegado nas cadeiras que ficam na varanda de casa.
- Não dormiu não, ele está fingindo. - eu falei em seguida.
- Dormiu sim. Não é?! Quando eu tava conversando com ele, ele parou de responder.
E à risada eu emendei: - É assim que você sabe que ele dormiu? Quando ele pára de te responder?

Rsssssssssssssss.

Bom dia!

Todo o dourado dos teus fios de cabelo

Poema para alguém que encontrei nas notas da composição de um novo dia.

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Brisa e liberdade


(To: Cory, In the land's of the music)

- Jacqueline Collodo Gomes

Pelas madrugadas dos teus sonhos
os dedos da poesia desenharam os teus traços
trazendo-me o teu retrato, claro, de sol
da bela pessoa que a vida se fez comunicar.

As ondas do teu paraíso ornam bem
esta imagem musical que saltam de teus olhos
quando da boca resvala teu carinho
ao começar a cantar.

Todo o dourado dos teus fios de cabelo,
meu amigo de tão longe,
todo o dourado da tua canção perfeita
para a sua vida inteira!

Com minha admiração.


15/01/2012, 03:17.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Eu me lembro que as pessoas iam ao circo

Image from sxc.hu


Banho de chuva,
 nuvens de algodão...

Jacqueline Collodo Gomes

Eu me lembro quando a hora máxima de dormir eram às 22hs. E que às 23hs já consideravam "madrugada".
Eu me lembro que lanchar a tão somente trinta minutos da meia-noite era um absurdo, uma coisa que não se fazia.
Eu me lembro que as crianças acordavam às sete, oito da manhã, e logo se encontravam para brincar o dia todo.
Eu me lembro das mães chamando a todas elas para o almoço, a rua ficando vazia... Cadê fulano? Almoçando... Agora, só lá pras duas da tarde que vai sair para brincar de novo.
Eu me lembro que era gostoso ir ao parquinho, brincar na gangorra, no gira-gira, balançar tão forte que parecia que se podia alcançar o céu!
Eu me lembro que algodão-doce era um sonho de se ter, era muito raro de se encontrar pelas ruas um vendedor, somente no circo se conseguia encontrá-los, sempre vestidos de personagens engraçados, e então o dia de ir ao circo era muito mais mágico, doce e especial!
Eu me lembro que as pessoas iam ao circo, e não consideravam isso brega.
Eu me lembro que o circo era realmente mágico naquela época!
Eu me lembro de comemorar a chegada de uma Sexta-feira como o salvamento a um ilhado, em desespero. Eu me lembro como era cansativo só pensar em ter de ir à escola na Segunda-feira de novo.
Eu me lembro como assistir o meu desenho preferido na televisão me fazia esquecer de todos os problemas ou coisas assustadoras à minha volta.
Eu me lembro de gostar tanto de desenhos antigos, e pensar que deviam voltar a exibi-los normalmente, acreditando que teriam muito mais audiência do que os novos.
Eu me lembro de gostar de desenhar e de passar horas sem de fato vê-las passar, acompanhada pelos meus desenhos, meus lápis e o ambiente seguro, confortável e colorido que os desenhos construíam ao meu redor.
Eu me lembro como eu me sentia com tudo o que era especial para mim... Minhas caixas onde eu guardava coleções de figurinhas e todo tipo de cacarecos juntados por aí, meus álbuns a completar, e todas as coisinhas que eu mesma inventava e fazia para brincar por não poder comprá-las.
Eu me lembro de todos os sabores desta época que foi-se embora tão rápido, mas que parece poder ser acessada novamente a qualquer momento, como que gaveta à mão. Há dias eles tem perpassado por minha mente, pedindo por serem escritos, para dançarem ao meu redor mais uma vez; música na qual celebram que apesar dos intempéries da vida eu tive momentos bons no começo dos meus anos, momentos estes que fizeram coisas boas por minhas poesias hoje.

12/01/2012. 20:31.

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Muitos banhos de chuva e nuvens de algodão para sua criança interior! Boa noite!
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Sentes que às vezes as coisas são em vão?

Obrigada a todos que tem se inscrito para acompanhar o blog. Convido-os a comentarem os posts também, é de graça, dou minha palavra, rssssssssssssssss.

Image from sxc.hu

Humano

- Jacqueline Collodo Gomes

Sentes que às vezes as coisas são em vão?
És humano...

Sentes à garganta, tocando a boca o ardor
e choro da desilusão? És humano...

Sentes-te, de novo, à esmo?
Esperando, interminavelmente
como quem espera continente ao mar?
Humano, não escapas das mesmas sombras
que assombram todos os viventes
procurando por vida, procurando por paz.

[...]

Menina, cata o que sobrou
daquilo em que você acreditou
e siga sem olhar para trás.

04/01/2012, 03:03.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012 e poesia! [...] Quando a alma se cala, qualquer coisa resvala...

Primeira postagem de 2012, de brinde umas piadinhas sobre Ano Novo.

Para animar o início de 2012:

O que é um pontinho branco na grama? Uma formiga se preparando para o Ano Novo. Rssss.

Que este ano encontres felicidade, saúde, amor, dinheiro, paz, e tudo o que necesites. E que o que não encontres, busques no GOOGLE. Rssssssssssssssss.

Piadinha Filosófica do dia:

"Você sabe que está ficando velho quando as velas custam mais caro que o bolo." Rsssssssssss.



Image from: sxc.hu

"Quando a alma se cala, qualquer coisa resvala, da tristeza de nada a empolgar"

Poros, todos

- Jacqueline Collodo Gomes

Meus poros estão mudos
O linho do papel mal prova do meu sabor
ou ainda conhece o cheiro das mãos que corriam por ele
nas noites de tanta inspiração, fonte jorrando
crianças brincando de fazer música e revolução.
Não. Meus poros estão mudos
Cada segundo eu os tenho sentido mais vazios
Cobriram os rios, na cidadezinha não amanheceu.
E no indagar dos desalinhos
luto ao muro de dois mundos
querendo escrever apenas sobre você.

03/11/2012, 04:59.

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Você está convidado a inaugurar os comentários de 2012. É logo aí, embaixo. Abraço de muito obrigada e convite de volte (e comente) sempre!
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