segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Apoio as mãos para o impulso

Image from: sxc.hu 

Ainda é noite

- Jacqueline Collodo Gomes

Ainda é noite,
e levanto-me ouvindo as vozes e vendo os quadros
de expectativas, espalhados
no espaço entre o calar do mundo e as luzes do corredor.

Apoio as mãos para o impulso
que me faz saltar aos anseios das possibilidades
neste fuso-horário sem estabilidade
torrente de ideias que durante o dia não se preocupa em passar.

Mantém viva em mim a chama do que sinto por você...
Faz-me viver momentos beira-lago... Os nossos...
Em que qualquer partícula se esvaece perto de você
Ponto de paz do estar aqui, sem por quês...

Ainda é noite,
E surge a espera pelo teu despertar ao rever
Neste fuso-horário próprio de enamorados
que se precisam (e se completam), a todo instante, único ser.

23/01/2012, 04:41.

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Você não tem que pagar ingresso para ver o nascer do sol. Bom dia!

2 comentários:

  1. Olá!


    O poema nos diz como lutar com as palavras, pois todos os dias nos deparamos com elas em qualquer momento. Muitas vezes usamos palavras fortes, outras são frágeis insignificantes. Na maioria das vezes somos incompreendidos e nos taxam como loucos. Quando estamos apaixonados elas se tornam encantadas, quando sentimos raiva nos isolamos delas. Ficamos calados e as palavras não saem.
    Quantas vezes deixamos as palavras sem sentido “tontas”, apenas pelo simples fatos de não saber empregá-las. Assim é a nossa vida, fazemos das palavras a nossa existência.

    Grande abraço
    se cuida

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  2. Gosto muito do teu uso dos vocábulos. Mais um belo poema e com a última estrofe a fechar bem o poema!
    Beijo do ZÉ

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