terça-feira, 20 de março de 2012

Eu não vou viver segurando cartazes das minhas mudanças de humor





Image from: sxc.hu


Incomo-fo

- Jacqueline Collodo Gomes

Eu nem sei do que estou sofrendo hoje. Mas o mundo está me incomodando... Ando, ando, tanto e tanto!
Eu não vou viver segurando cartazes das minhas mudanças de humor, de reflexão ou sensibilidade, que atente  aos outros quando pensarem em me abordar. Não preciso desenhar o traço que delimite distâncias, participações e intervenções. Não preciso pedir o que deveria estar na cartilha dos milésimos de segundos de cada um.
Estou cansada e com dor. E ainda tenho que manifestar o que suporto e o que não? O que associo e o que não consigo associar de jeito algum?
Nos braços do meu querido não preciso anunciar momento algum. E tudo se desfaz.

03:58, 20/03/2012.

3 comentários:

  1. As vezes é muito difícil mesmo. As pessoas exigem que mostremos os limites, mas se fosse elas em nosso lugar não o mostrariam. Uma ótima interpretação linda.

    Beijos.

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    1. Obrigada, Amanda. Por vezes é assim mesmo. Abraço!

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  2. Canção excêntrica

    Cecília Meireles, via Lis

    Ando a procura de espaço
    Para o desenho da vida.
    Em números me embaraço
    E perco sempre a medida.
    Se penso encontrar saída,
    Em vez de abrir um compasso,
    Protejo-me num abraço
    E gero uma despedida.

    Se volto sobre o meu passo,
    É já distância perdida.

    Meu coração, coisa de aço,
    Começa a achar um cansaço
    Esta procura de espaço
    Para o desenho da vida.
    Já por exausta e descrida
    Não me animo a um breve traço:
    - Saudosa do que não faço,
    - Do que faço, arrependida.

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