segunda-feira, 4 de junho de 2012

Adeus, Domingo sofrido

Image from: sxc.hu


Adeus, Domingo sofrido

- Jacqueline Collodo Gomes

Hoje é Domingo - pé de cachimbo!
Cantiga infantil. A criança sorriu.
Coloque roupa nova. Branca, lavada e solta
que a emoção agora é outra.

Pés, pernas, e um contundente caráter.
Hoje é Domingo. Sorvete caindo
sou eu sendo eu mesma.
Longe do que não vê além de pernas.

Sem signos mais. Sem mais sinais.
Porta encostada. Fresta animada.
Sou eu sendo o que sou.
Brisa e melodia mansa. Estou.

Adeus, velho Domingo, de rimas em pingos.
Adeus, antiga ruga sofrida e capataz.
Adeus, palavras sem atitude.
Adeus, malícia em altitude.

Adeus, Domingo sofrido.
Adeus. Porque eu, eu
sou um par de asas tênues
gentileza que não se pode ler com lente fugaz.

03/06/2012. 23:41.

2 comentários:

  1. Tua poesia, independente da lente que se use para ler, não é de simples leitura, talvez nem seja também de sábias observações... Tua poesia é céu estrelado, com luas e planetas raros que nem conseguimos enxergar a olhos nus... Tua poesia é batida descompassada do coração, é sonho que se sonha acordado, é necessidade - densa sede e fome. Pra mim, tua poesia é dádiva, é pão, é água, é mar de azuis peixinhos, é carinho, satisfação e plenitude. BG

    Abraço

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    Respostas
    1. Pra mim, o dia fica mais bonito por saber dos peixinhos. E de tudo. Bonita demais esta tua retribuição. Gesto além. Obrigada, mesmo! :)

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