quarta-feira, 20 de junho de 2012

Tudo é tão comum em terra visceral. [...] E para quem está à estrada?

Image from: sxc.hu

Em terra visceral

Jacqueline Collodo Gomes

Tudo é tão comum em terra visceral. Mãos à testa e expressão vencida, o dizer que eu não faço parte disto.
Uma afogada caixa de lembranças. Uma cortina que se põe ao mar. Que cena desesperadora. Cortina longa, não ancora. Onda em onda, superfície, sem ar, pano... Preso, pano, pesado... Ar... Ar.
Ar - eia... Pés. Respiro. Retirada fibra, conjunto têxtil. Mar verde em espumas.
Tudo é tão comum em terra visceral. Mãos à testa e expressão vencida... Vencida... Do dizer que eu não faço parte disto.

20/06/2012, 00:45.


Image from: sxc.hu

Água-limão

Jacqueline Collodo Gomes

Tantos limões para uma limonada
E para quem está à estrada?
De repente se vira limão?

Quem te disse, vida, que podias me espremer?
Quem te disse que eu queria cor em outro ser?
Quem te disse que podias me pôr sabor
na sombra do inverno, forno em grau ardor?

Quem te disse se já fui planta um dia?
Quem te disse de qualquer coisa que se guia?
Quem te deu licença pra escrever em minha testa
marcar pontos, traçar retas - meta estética?

Estúpida! Estúpida! Estúpida!
Desprezo-te porque me reprimiste quando eu era semente
Repudio-te, repudio-te! Por toda acidez transcendente.

Eu não sou limão, vida estúpida!
Eu cai de um caminhão... Mas foi do Carro da Canção.

20/06/2012. 01:00.

2 comentários:

  1. Erros são normais, eles nos fazem ir mais além do acerto. Obrigada por suas visitas. Gosto muito de suas palavras.

    A Sonhadora.

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    Respostas
    1. Obrigada, Amanda. Venha sempre. Abraço de poesia! =)

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