segunda-feira, 23 de julho de 2012

Teclas sorrindo para estas mãos


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A um toque seu

(Para o meu querido)

Teclas sorrindo para estas mãos
Uma variação dos delírios que a tua entrega me causa
O suave hálito inclinando-me em seus braços, sou ponte
Doces vales e montes que percorremos juntos

Eu posso até me jogar sobre o piano
Sou plano com teus planos
Não há nada mais que eu queira, senão deixar que me envolvas
E ser a noite serena que vem dar descanso ao dia

Sou inteiramente o pulsar pelo teu colo e consolo
Pena a sussurrar à tua escrita
Sou o conteúdo do teu coração e assim o meu
O aquietar de desejos a um toque seu.

22/07/2012, 05:10.

domingo, 22 de julho de 2012

Te amo com o amor que ainda todo não descobri


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Elemento

- Jacqueline Collodo Gomes

(Para o meu querido)

Te amo com o amor que ainda todo não descobri
Te amo no respirar da pele e na suas pequenas gotículas de manifestação
Te amo em cada segundo de vista deserta crendo um minuto lhe alcançar
Te amo ouvindo músicas ou mesmo as composições musicadas do silêncio
Te amo selênio, topázio, arsênio
E enquanto eu te amar eu não estarei só.

22/07/2012, 04:38.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sou a sensação deslizando na pele...


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Pulsação

Jacqueline Collodo Gomes

Eu sou estes braços abertos
deixando cada ponto receber o ar
dos lábios de vasto céu
que o Sol me trouxe hoje

Sou a sensação deslizando na pele
do contorno dos dedos aos cotovelos
ombros e curvas alongando pescoço
subindo vida, veias e poros, todos

Sou o que se ergue, sangue e sensações
Tudo, esta postura, em pé e onde estiver
Acredite! Sou o desfalecer
e também o muro. Rumo. Este ver.

E o percorrido, de olhares e passos
ao menos parcialmente permitidos
são momentos ao infinito lançados
no anseio desta alma de os colher.

19/07/2012. 06:12.

Venha como brisa leve da madrugada


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E mais nada

Jacqueline Collodo Gomes

Venha como a brisa leve da madrugada
pequenos sons delicados de chegada
estalinhos de olhares e gentis lábios
mãos desenhando teu espaço, e mais nada.

Tua face reconhecendo a minha
pele que à sede se alinha
e seja o aquecer para a alvorada
nesta doce sombra formada. E mais nada.

19/07/2012. 06:20

domingo, 15 de julho de 2012

São garimpeiros de um céu fragmentado...


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Vão

- Jacqueline Collodo Gomes

Como podem as pessoas (ainda) quererem
apenas amores de verão
no aturdido e repulsivo som
do comportar-se para tal, então?...

E jogarem sobre um bom jardim
detritos reunidos em solas de sapato
E acharem isto tudo bonito
- um comum bom prato...

Depois vindo a discursar aos outros
direcionamentos que não os conduzem...
São garimpeiros de um céu fragmentado
lâmpadas gastas, destruídas luzes.

Perdidos de verão, velozes contra
o que consideram escuridão. Mas
envoltos das faixas que pregoam
sobre aqueles que querem mais que um vão.

20:27, 15/07/2012.

domingo, 8 de julho de 2012

Quando o mundo me açoita é para você que eu corro. Sempre.


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E o meu querido
- Meia-dúzia de momentos -

(Para o meu querido)

Jacqueline Collodo Gomes

E eu estou aqui, de novo
à mesa deste café
olhando para você
o meu estático querido

Compenetrado e digno
E eu me debruço e o fito
- Queria levá-lo comigo
que a vida tem sido injusta...

Atende ao instinto e me busca!
Pega essas mãos que são suas!
Minha mais doce figura!

Meu querido, tão doce e distinto
desde a primeira linha tenho lhe dito
conhecer por teu nome a ternura.

23:51, 07/07/2012.

Quando o mundo me açoita
é para você que eu corro. Sempre.
Você cobre minhas vertentes.
Dá-me talento e honra.

E eu te beijo em uma página.
E eu te nino, cílios meus.

23:54. 07/07/2012.

Peço-te, então, Alessandro
que não se minem os teus planos?
Peço-te mais que as veias
gritando veios teus?

07/07/2012. 23:56

E eu estou. E eu estou
bem abaixo da tua sacada
quero vê-lo, madrugada!
Quero ter teus ombros meus!

Vem cantar-me, serenata!
Que a noite trouxe a prata,
e o coração chama Alessandro aos planos teus.

07/07/2012. 23:58.

Senhor do meu Rubi.
Senhor do querer meu.

07/07/2012. 23:59.

Eu nem preciso dizer.
Eu nem preciso falar.
Você conhece o que as areias fizeram
às pegadas que vão lhe encontrar.

É por isso. Isso.

00:02. 08/07/2012.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tem uma voz sempre rindo, e rindo

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Extrato Sombra

Tem uma voz sempre rindo, e rindo
Atrás da bica, da água fluindo

Respingos no vidro
adornado de fita

Laço torcido
que aos cartazes evita...

Desfios caminhos
de um acuar sentido.

04/07/2012. 21:40.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Duas e meia da manhã. Eu comendo macarrão.


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Outro dia de oscilações

Jacqueline Collodo Gomes

Duas e meia da manhã. Eu comendo macarrão. Molho rosê, queijo, arroz e batata-palha. Depois de um dia de tonturas, uma resposta sonsa, uma vontade de partilhar aquém.
...
Outro dia de oscilações. Que colocaram de lado os contatos - hoje todo mundo me pôs "na espera". Mais de uma hora! Coisa triste. Pobre dela!
...
Uma vez só eu me lembrei... Fortemente... Tento sempre não pensar, como um não existir... Porque talvez eu não pudesse mesmo fixar os olhos. Mas, uma vez eu me lembrei, fortemente... Do quanto me desliguei de sua imagem. Capa cerrando folhas de consolo - você sempre me segurou. Foi ensino da vida? As coisas são mesmo assim? Você tem a métrica exata? Traz algo nas mãos ao bolso, por mim? [...]
Eu percebi um certo dinamismo. Tão real quanto o que havia nas folhas, no consolo, na métrica... Nas madrugadas.
...
São oito da noite. Quem me dera comer um macarrão agora.

20:05. 02/07/2012.

domingo, 1 de julho de 2012

E a música não está tocando só de si mesma


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Ode

- Jacqueline Collodo Gomes

E a música não está tocando só de si mesma
uma letra isolada, tarja do seu autor
Ela está falando de nós
Ela está falando de nós, agora

Do dia em que você a cantou para mim
Proclamando ênfase e iniciais
Toda a visão que se tinha daquele vagão
Em som das Cranberries que não se veem mais

E a frequência solta desta coisa pacífica
Foi você entrando de novo...
Linhas bonitas que podiam ter sido escritas
Vivo, de novo, o rompido coro.

30/06/2012. 23:42.