quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Repete os mesmos mantras com que sustenta sua natureza



















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Destoa

Jacqueline Collodo Gomes

Nega a seus sentimentos.
Torna-se frieza.
Repete os mesmos mantras
com que sustenta sua natureza.

Sim, exatamente desta forma
vá seguindo, aço e espora.
Coma desta mesa.
Mas não encare os pratos sujos com estranheza.

23:55, 26/12/2012.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Eu acredito no particular especial


















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Eu acredito no particular especial. Feito para uma fresta, festa do único a dois, entre olhares e testas.
Eu acredito nesta vontade e força interior de se existir, e existir para os outros. Estar no lembrar - um incentivo, e no primeiro pensamento pela manhã. 
E esta ânsia de alcançar tua retina nunca se cala, nunca se cansa, nunca se deixa parar.
Incorrigivelmente acredito. Na qualidade que não se precisa mostrar. No secreto aguardado a se viver.

Se não houver o acreditar... Não adianta mais.

20/12/2012, 04:00.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

E a cada cílios que do segundo faz sua fugidinha...














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Feita de Poesia

Jacqueline Collodo Gomes

Eu gosto de ser feita de poesia.
Eu não preciso falar nada. Explicar nada. Citar nada. E nem ninguém.
Levantar bandeira de autores. Vasculhar os perrengues da língua portuguesa.
Nem ditar se o céu tem cor de framboesa. Amora ou sabor de arroz doce.
Se as estrelas são uma farofinha solta pelo clima...
Dos braços esticados, um ao outro,
E a cada cílios que do segundo faz sua fugidinha...
Eu sou feita de poesia.

12/12/2012. 02:36.

E os barquinhos de semente que me lembra a Amazônia

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Árvores

Eu ando tão quieta. Quero só a companhia das árvores, da umidade de onde elas estão e do ar mais leve, respirável, reconhecível, para o qual o olfato se abre e se agrada do amaciar, do refrigerar, do preencher, do ligar o que não se sentia acionado. Uma cidade-árvore com suas raízes terras, com seus caminhos galhos, os mais finos com a melhor visão, a melhor altura e ar, o mais doce ar-respirar-hálito, tênue de nuvens mergulhadas no oceano azulíssimo-céu. As nuvens de touquinha de banho à beira dos clarinhos frescos tons no azul total. E os barquinhos de semente que me lembra a Amazônia. Cabelinhos curtinhos de grama. Terra avermelhada e nutrida que conforta os pés, as mãos, melhor que geladeira.
As árvores são as melhores conselheiras.

04/12/12, 16:20.

...
Parabólica instalada. Germinado verde em terra deserdada.
E agora a árvore tem uma rede para descansar.

Que bonita mão-arame em levitar!
[.]

"... Já germinado significa algo que brotou, logo, é claro que não se aplica a edificações."

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

...brisa virando água gelada...



















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Mais uma vez

Jacqueline Collodo Gomes

Foi uma onda, assim
trazendo um novo aroma
desavisada, brincando escuna
brisa virando água gelada
e passou. Passada.
Ficou a face baixa,
o choro em faixa
e a falta de lugar.

12/12/2012, 02:12.


Velha ventania

Jacqueline Collodo Gomes

No papel em que puseste os traçados do meu rosto
quem te disse "a própria milha"?
Quem te disse "Mór assombro"?

Quem te disse que podias? Quando o meu nome destacado,
quem te disse "tronco e enfado"?
Quem te disse "agonias"?

Uma velha ventania
testando a bons troncos.

12/12/2012, 02:20.

Falando com um amigo

- Eu com fome. comendo arroz e pizza. Pizza de mercado, sabe como é? Aquela ligeira camada de massa com uma ligeira e quase inexistente camada de cobertura.

Só as calorias não são ligeiras.