domingo, 22 de junho de 2014

Qualquer canto não é um lugar onde posso viver

Image from: sxc.hu

A Banalidade do Reunir e Do Deixar

Jacqueline Collodo Gomes

Comparo a dor do desafeto a uma panela sobre a chama do fogão. Quando a água colide com o óleo quente e as gotas gritam desordenadas pelo ar.
Todas as lágrimas dispendidas diante da nula amizade ofertada buscam a razão, tão inocentes!
Por quê o desprezo a quem te sente?
Por quê ignorar quem também precisa de afeto?
Por quê ficar somente atrás deste painel luminoso?
Por quê não a presença, confessa?
De que vale o meu número na tua agenda?
Sou eu mais do que uma letra no alfabeto que você juntou durante a vida?
Bem, eu não sei mesmo o que represento para você, mas sei dizer
que não sou só um adesivo na janela!
Eu sou uma VIDA. Eu respiro. Eu faço passeios. Necessária também se faz a conversa, a troca do afeto, sou um ser como os seres da existência o são. Qualquer canto não é um lugar onde posso viver. Saiba-o muito bem! Eu deixo o vento levar os farelos. Eu reciclo os sacos de pão!

22/06/2014, 01:55.

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